Revivendo o Correio do Sertão (1934-1937)

Apresentação do acervo de edições do Correio do Sertão organizado pelo IGHP.

Falando com o Sertão

O IGHP mais uma vez se regozija em poder convidar seu público a reviver as tantas histórias contadas em prol do povo sertanejo pelo Correio do Sertão na Jatobá e Itaparica nos meados da marcante e decisiva década de 30 no Brasil.

Embarque com a gente e boa viagem!

Contexto histórico

Em março de 1934, a nova Constituição do Brasil é promulgada e Getúlio Vargas, governando desde 1930 em regime provisório, acabara de garantir a continuidade de seu governo por mais quatro anos, abrindo passagem à sua fase ditatorial. É então em outubro deste mesmo ano, distante uma década do último número do seu A Semente, que Hildebrando Gomes de Menezes funda, em Jatobá, seu segundo jornal denominado CORREIO DO SERTÃO.

Do acervo de Publicações Digitalizadas da Fundação Joaquim Nabuco no Volume 13 da “História da Imprensa de Pernambuco”, à página 555 em seção intitulada “CORREIO DO SERTÃO”, da parte que versa sobre o município de Petrolândia, temos que o novo jornal de Hildebrando “(…) apoiou, politicamente, o governo estadual, ocupado por Carlos de Lima Cavalcanti“.

Em 1930 Hilbebrando é nomeado Delegado de Ensino de Jatobá de Tacaratu pelo então Governador Carlos de Lima Cavalcanti, acumulando esta função com a de prefeito, nomeado pelo mesmo governador, estando assim ligado à Comarca de Tacaratu, então sede do Município.

Do livro “De Jatobá a Petrolândia – três nomes, uma cidade, um povo” (de Gilberto de Menezes, filho de Hildebrando)

Na Jatobá de 34 a expectativa era de progresso: empregos em alta, dinheiro circulando e comércio movimentado, a Cia. Agrícola e Pastoril do São Francisco iniciando os trabalhos de aproveitamento do potencial energético da cachoeira de Itaparica e a Comissão de Piscicultura do Nordeste chegando para desenvolver melhoramento das espécies em águas correntes, visando ao abastecimento de peixes nos açudes construídos pela então Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (atual DNOCS).

No Estado, no entanto, o clima político se desgastava celeremente, o que motivou seu interventor a organizar o Partido Socialista Democrático a fim de concorrer nas eleições indiretas. Descontente com as tentativas de Vargas de perpetuação no poder, Carlos de Lima vai se convertendo em crítico tenaz da situação através de seus jornais. Em 10 de novembro de 1937 se configura o golpe com a instauração do Estado Novo e os agora então perseguidos irmãos Lima de Cavalcanti têm seus jornais fechados e Agamenon Magalhães é nomeado novo governador de Pernambuco.

Não por acaso, nessa mesma época, em Itaparica (novo nome da cidade de Jatobá, modificado através do projeto de Lei do então Deputado Hildebrando), seguramente ciente dos riscos aos quais estava sujeita a ‘imprensa livre’ da época durante regimes detatoriais, Hildebrando resolve se antecipar optando pelo abrupto encerramento das atividades do Correio do Sertão.

Todavia, amante que era das letras e de sua região, não abandonou o ofício e passou a atuar como colaborador dos recifenses Diário de Pernambuco e Jornal Pequeno, geralmente publicando artigos em defesa do Sertão.

Um semanário sertanejo

Tendo o “PROGRAMMA – DEFEZA DOS INTERESSES SERTANEJOS” como subtítulo permanente desde seu número inaugural a 4 de outubro de 1934 até o derradeiro em 28 de fevereiro de 1937, o semanário fundado por Hildebrando de Menezes e impresso pela Tipografia União (também de sua propriedade) descreve seu “programma” de propósitos logo na matéria de capa de sua primeira edição conforme abaixo:

E esse programma é excluzivamente defender os interesses sertanejos. Sem paixão, sem partidarismo, impessoal no commento dos factos, sincero na explanação das necessidades do nosso empobrecido hinterland, com uma secção de informações veridicas doas acontecimentos que se desenrolarem no Paiz, destinada ao nosso sertanejo que não tem tempo ou recurso para ler os grandes jornaes, o Correio do Sertão tem ancia de ser util desse modo a zona em que nasceu e vae viver.

Parágrafo 2º. do Nº. 1 do Correio do Sertão

É com ares de uma simbólica modernidade, aqui percebida no vocábulo interior, traduzido do estrangeirismo “hinterland” no fragmento acima, que o “falar para o interior e em nome das causas sertanejas” parece timbrar a destinação primária do novo jornal de Jatobá. Tomaram corpo nas folhas da publicação temáticas como agricultura, irrigação, crédito para o sertão, pecuária, alimentação, higiene, ruralismo e fomento à produção de mamona e algodão, dentre outras.

Antenado com as mudanças advindas da nova Legislação Eleitoral em vigor a partir de 1934, que entre outras mudanças, passava a permitir o voto feminino, o Correio do Sertão abriu espaço a publicações de autoria de moças de famílias ilustres, reconhecendo o protagonismo das mulheres no setor literário e cultural. Setor este, altamente prestigiado pelo jornal, com destaque para as festas do Padroeiro, os festejos natalinos e o carnaval, que também mereceram ampla cobertura.

Constata-se ainda, no mesmo texto referido acima de lançamento do jornal, o importante elo entre entre as duas empreitadas jornalísticas do visionário Hildebrando, quando lemos que o Correio do Sertão “(…) veio substituir ‘A Semente’ que plantamos aqui com a confiança inabalável de crentes na força praliferadora das bôas ideias; é elle assim, como que o fruto dessa semente que praliferou no bom terreno alimentado pelas nossas forças espirituaes”.

Além de seguir carreira na trilha aberta de A SEMENTE, é também digno de nota que o fundador do Correio do Sertão se sentia motivado pela prévia experiência de dirigir o JORNAL DA PEDRA e cuidar para que a luta em prol dos interesses da zona sertaneja não esmaecesse.

Em formato de 33/22 cm e com 4 páginas de quatro colunas estreitas, manteve-se até seu fechamento com a promessa de sempre sair aos domingos, embora tenha saído também em datas incertas. Do Volume 13 da “História da Imprensa de Pernambuco” referenciado no início desta postagem, temos também que Hildebrando sempre esteve na função de diretor (apesar de suas longas ausências) e que nunca se viu tabelas de assinaturas e nem se divulgaram nomes de outros redatores. Todavia do texto da FUNDAJ sabe-se também que o jornal “Inseria, também, colaboração de Alexandre Meneses, Lauro Góis, Vesano, o das ‘Maluquices’; Djalma Meneses, A. Mendonça, M. N. G., autor da seção ‘Perfilando’; Estevão Soares e, além de raros outros, Olho Grande que, cada ano, redigia, na época carnavalesca, a seção ‘No reinado da pândega’. Alguma literatura, propriamente, veio a ocorrer já no fim da existência da folha”.

Anúncios pitorescos do Sertão

Fizemos recortes de anúncios das folhas do Correio do Sertão de nosso acervo. Destaca-se o da loja M. Ovídio & Sobrinho (de Manuel Ovídio) pela variedade de produtos em oferta (de colchões a leite condensado). “O Barracão”, como era popularmente conhecido, mudou de proprietário e passou a se chamar “Casa Baiana”, mas manteve-se funcionando no mesmo endereço e munido do sortimento de sempre até a transferência da cidade, em razão da construção da barragem de Itaparica.

O famoso depurativo “Elixir de Nogueira“, o “Xarope S. João” com seu grito libertador “Larga-me! Deixa-me gritar“, o poderoso tônico “Vinho Creosotado” e para dor de cabeça a “CAFIASPIRINA” da BAYER (em três divertidas versões de propagandas) na linha de frente dos produtos medicinais.

A “CLÍNICA ODONTOLÓGICA Antônio Almeida“, a “Loja S. Pedro” e a “Typographia União” (do fundador do jornal) são outros anunciantes que marcavam presença no jornal.

A galeria abaixo reúne nossos recortes dos anúncios citados acima:

Nosso Acervo

O acervo do Correio do Sertão do IGHP abrange quase metade do total de 94 edições publicadas do jornal, sendo 46 números mais uma edição Suplementar de 13/05/1935. As mais de 170 imagens de páginas do jornal foram capturadas a partir de originais doados a este instituto por Gilberto de Menezes, filho de seu fundador.

Com a finalidade de completar este acervo, o IGHP deseja ainda acessar as edições publicadas entre novembro de 1935 e fevereiro de 1937, que constam da coleção completa dos exemplares publicados pelo Correio do Sertão, doada por Hildedrando ao Arquivo Público Estadual de Pernambuco.

ANNO I

    • Nº. 01 (dia 04) – Correio do Sertão
    • Nº. 02 (dia 14) – Pro Agricultores das Serras Negra e do Periquito
    • Nº. 03 (dia 21) – Commentarios Opportunos
    • Nº. 04 (dia 28) – Pelo Sertão Nordestino

    Out/34

    • Nº. 05 (dia 04) – Medidas Contra as Seccas nos Sertões do Nordeste
    • Nº. 06 (dia 11) – Pelos Principaes Interesses do Sertão
    • Nº. 07 (dia 18) – A Emmissão de Apolices do Estado para Garantia de um Emprestimo a Cia. Agrícola e Pastorial do S. Francisco
    • Nº. 08 (dia 25) – Pela Instrucção; Sobre o ensino religioso nas escolas

    Nov/34

    • Nº. 09 (dia 02) – O Travessão da Serra de Tacaratú. Sua importância e seus oppositores
    • Nº. 10 (dia 09) – Com o fisco federal
    • Nº. 11 (dia 16) – A situação da pecuaria sertaneja
    • Nº. 12 (dia 23) – O aniquilamento do banditismo
    • Nº. 13 (dia 30) – Pró interesses do Sertão

    Dez/34

    • Nº. 14 (dia 06) – O travessão da Serra de Tacaratú
    • Nº. 15 (dia 13) – Commentarios opportunos
    • Nº. 16 (dia 20) – As necessidades do Sertão como estão sendo tratadas no Recife
    • Nº. 17 (dia 27) – A irrigação salvará o sertão do flagello das seccas

    Jan/35

    • Nº. 18 (dia 03) – Credito para o Sertão
    • Nº. 19 (dia 10) – O travessão da Serra de Tacaratú
    • Nº. 20 (dia 27) – Pela nossa pecuaria
    N.º 20: A página 3 está como 'Segunda página' , acreditamos ter sido erro na impressão.

    Fev/35

    • Nº. 21 (dia 03) – Pro interesses de Floresta
    • Nº. 22 (dia 10) – Necessidades de Caixas ruraes no Sertão
    • Nº. 23 (dia 24) – A serra de Tacaratú
    • Nº. 24 (dia 31) – Dois grandes certames
    N.º 23: Está faltando a página 3 deste número.

    Mar/35

    • Nº. 25 (dia 07) – Cuidemos de nossas terras
    • Nº. 26 (dia 21) – DO RECIFE
    • Nº. 27 (dia 28) – Emendas ao Ante Projecto de Constituição do Estado
    N.º 25: Estão faltando as páginas 2 e 3 deste número.

    Abr/35

    • Nº. 28 (dia 12) – Necessidade de credito para o sertão
    • Suplemento (dia 13) – PELOS INTERESSES DA IMPRENSA DO INTERIOR DE PERNAMBUCO
    • Nº. 29 (dia 19) – DO RECIFE; Projecto do Governo do Estado
    • Nº. 30 (dia 26) – DO RECIFE; Semana Ruralista em Jatobá
    N.º 28: Neste número observamos que a página 1 está com data de 13/05/1935 e acreditamos que possa ter sido erro na impressão, uma vez que as demais páginas estão com data de 12/05/1935 e dia 13 saiu o Suplemento.

    Mai/35

    • Nº. 31 (dia 02) – DO RECIFE; O plantio do feijão
    • Nº. 32 (dia 16) – DO RECIFE; Senana Ruralista de Jatobá
    • Nº. 33 (dia 23) – DO RECIFE
    • Nº. 34 (dia 30) – DO RECIFE; A Installação do Circulo de Amigos da Instrucção

    Jun/35

    • Nº. 35 (dia 07) – A nossa exposição
    • Nº. 36 (dia 26) – As Semanas Ruralistas
    N.º 36: Neste número observamos que as páginas 3 e 4 foram indevidamente impressas como 'Sétima' e 'Oitava' páginas, respectivamente. 

    Jul/35

    • Nº. 37 (dia 04) – OS TRABALHOS DA SEMANA RURALISTA DE JATOBÁ
    • Nº. 38 (dia 11) – O que penso sobre candidactos a prefeitos e vereadores do nosso municipio
    • Nº. 39 (dia 25) – O nosso municipio acima de tudo

    Ago/35

    • Nº. 40 (dia 01) – DO RECIFE; OS TRABALHOS DA SEMANA RURALISTA DE JATOBÁ
    • Nº. 41 (dia 08) – TUDO PELO NOSSO MUNICIPIO
    • Nº. 42 (dia 15) – Em torno de um projeto util
    • Nº. 43 (dia 29) – Verdades que devem ser conhecidas
    N.º 42: Este foi o último número em o nome da cidade foi impresso como 'Jatobá'.
    N.º 43: A partir deste número o nome da cidade passou a ser impresso como 'Itaparica' ou 'Itaparica (Antigo Jatobá).

    Set/35

    • Nº. 44 (dia 06) – NOSSO PRIMEIRO ANNIVERSARIO
    N.º 44: Este foi o último número do ANNO I do semanário.

    Out/35

ANNO II

    • Nº. 45 (dia 13) – O algodão e a mamona
    • Nº. 46 (dia 20) – Prespectiva Agradavel
    • A resgatar …

    Out/35

Pesquisa: Paula Francinete Rubens de Menezes

Aggeu de Godoy Magalhães: filho de Petrolândia

Aggeu Magalhães, filho de Petrolândia, dá nome ao Instituto FioCruz de Pernambuco.

 As nove e meia da noite do dia Sete de Dezembro de 1898, na rua Buarque de Macedo em Jatobá, primeiro distrito de Tacaratu (antigo nome de Petrolândia), nascia um novo filho do juiz Sérgio Nunes de Magalhães e de sua esposa Antônia de Godoy Magalhães, o menino se chamou Ageu. Seus pais eram de famílias de grande tradição em Serra Talhada e em toda região do Pajeú, agora deslocados de sua cidade natal devido o emprego de Dr. Sérgio, que havia sido transferido para a comarca de Tacaratu a pouco tempo. Trouxera consigo o amigo Antônio Benigno de Souza Ferraz tabelião do registro civil vindo da cidade de Triunfo.

   Ageu, não muito ficou tempo em Jatobá, ainda garoto mudara-se junto a família para o Recife. Lá na capital pernambucana foi estudante do famoso e célebre Ginásio Pernambucano, onde desde garoto demonstrava profundo interesse pelos estudos, chegou a conciliar seus estudos com sua atuação como ajudante no serviço de Profilaxia Rural de Pernambuco, onde o jovem Ageu teve contato com o laboratório Otávio de Freitas onde realizou suas experiências e observações que futuramente lhe dariam grande credibilidade como pesquisador. Aluno dedicado, foi estudante da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formou-se no ano de 1920.

   Voltou ao Recife e recebeu a incumbência, dada pelo amigo Belizário Pena diretor do Departamento Nacional de Saúde, de tornar-se sanitarista e auxiliar no estudo e erradicação de diversas enfermidades e verminoses até então bastante presentes na vida do povo recifense. Foi responsável por intensas campanhas de higiene e saúde, além da abertura de diversos postos de saúde por todo o estado de Pernambuco.

  Foi nomeado como professor titular da cadeira de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina do Recife em 1922, por transferência do professor Armando Gaioso. Em 1923 conseguiu marcar a disciplina a qual lecionava com seu estilo quando defendeu a tese “A granulação azurófila do sangue normal e a granulação azurófila no sangue patológico”,por isso recebeu convites para realizar estágios nos Estados Unidos e Canadá onde passou um período de seis meses em ambos, sua monografia que teve por título “O Rim na Febre Amarela” tratava de lesões causadas a células renais em decorrência da enfermidade, tamanha popularidade que os cientistas norte-americanos que receberam o nome de Magalhães bodies, em tradução literal algo semelhante a “Corpos Magalhães”.

  Com a fundação do Serviço de Verificação de Óbitos do estado de Pernambuco em 1933, passou a ser o diretor do serviço no estado, lá eram feitas necropsias em pessoas que tinham óbitos não esclarecidos e sem assistência médica, devido todos esses exames foi possível identificar a presença de doenças até então não registradas na região como esquistossomose mansônica. Com isso o SVO ganhou grande relevância intelectual para medicina do estado, e com isso foi reconhecido como importante centro de pesquisa. Devido seus grandes feitos a frente do SVO foi nomeado em 1937 diretor da Faculdade de Medicina do Recife.

  Como diretor da Faculdade de Medicina, dedicou grande apoio a Casa do Estudante, a Sociedade Acadêmica de Medicina, e a construção de um novo prédio para a cadeira de Anatomia Patológica e o Serviço de Verificação de Óbitos. Em 1946 após uma breve passagem pela presidência do Instituto de Assistência Hospitalar, sugeriu a criação de uma secretaria estadual de Saúde e Educação, o qual assumiu o posto de secretário além de instalar um serviço de urgência no Hospital de Olinda também implantou o primeiro banco de sangue do Serviço de Pronto Socorro do estado, além de fundar a Faculdade Estadual de Filosofia, inaugurou um escola normal rural no interior do estado e realizou um reforma técnica no ensino primário, na área de educação.

  Após sua passagem pela Secretaria Estadual de Saúde e Educação voltou a ministrar aulas na Faculdade de Medicina, em 1948 recebeu a notícia da construção de um centro de estudos em endemias rurais e parasitárias, que seria construído pela Divisão de Organização Sanitária do Departamento Nacional de Saúde, Ageu não conseguiu ver a obra concluída. Faleceu em 31 de Julho de 1949, foi homenageado dando nome a instituição que passou a chamar-se Instituto Aggeu Magalhães, hoje Fiocruz de Pernambuco.

Referências:

Texto adaptado por: Enzo Viana Batista

Pesquisa: Maria Silvia Barboza da Silva

Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (1958)

Autor do histórico sobre Petrolândia: Luiz Barbosa Lima (Luiz Dondon)

Enciclopédia  Publicação do IBGE . Na página 213 , do volume XVIII a história e geografia do  Município de Petrolândia.

Disputa de terras entre índios e posseiros nas terras de Jatobá

Trata da disputa de terras entre os índios do Brejo dos Padres e o povo residente do Bemquerer, Caxiado, Caixão, Brejinho do Correia e Brejinho de Fora . 

A REPARAÇÃO DE UMA GRANDE INJUSTIÇA  Artigo escrito por *Hildebrando Menezes , publicado no Jornal do Comercio de 14.03.1951.

* Jornalista, escritor, foi Prefeito de Petrolândia (quando ainda se chamava  Itaparica),   Deputado Estadual, Proprietário do Jornal Correio do Sertão e Editor Chefe do Jornal Correio da Pedra. É autor do livro “Delmiro Gouveia, Vida e morte” e outros.