TAP.03 – Redes de planejamento e gestão do turismo: estruturas relacionais, cooperação e confiança na condução da atividade turística em Petrolândia/PE

Sobre o autor

LACERDA, Paulo

TAP.03

Paulo Lacerda é formando no Bacharelado em Turismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Agente de Informações Turísticas pelo SENAC/PE. Também é membro dos grupos de pesquisa: Desenvolvimento, Planejamento e Turismo (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia: Observatório das Metrópoles-Núcleo Paraíba (CNPq). Tem atuação como bolsista e voluntário em projetos de extensão nos temas de inventariação turística, mobilidade urbana, turismo de base comunitária e inventariação cultural; de monitoria docente sobre metodologias ativas de ensino; e iniciação científica nos temas de associativismo e políticas públicas de turismo. Suas áreas de interesse são: Planejamento e Gestão do Turismo, Políticas Públicas de Turismo, Governança Turística, Participação popular, Análise de Redes Sociais (ARS) , Mobilidade Urbana e Metodologias Ativas de Ensino e Aprendizagem. Paulo ainda é membro do Coletivo Petrolândia de Verdade, grupo de articulação política juvenil no município.

Sobre o trabalho

Tipo

Monografia (Bacharelado em Turismo)

REFERÊNCIA

LACERDA, P. H. F. Redes de planejamento e gestão do turismo: estruturas relacionais, cooperação e confiança na condução da atividade turística em Petrolândia/PE. 2021. 153 f. Monografia (graduação). Universidade Federal da Paraíba, Centro de Comunicação, Turismo e Artes, Campus I, João Pessoa – PB.

RESUMO

A complexidade da descentralização de políticas públicas e atuação conjunta do Estado na condução do turismo, tem colocado em pauta diferentes formas de concepção do planejamento turístico. Diante de uma compreensão da governança turística local sobre o viés de redes políticas, essa pesquisa se atenta às questões relacionais que envolvem o planejamento turístico nas redes formais e naquelas pouco investigadas na literatura, as informais. Desse modo, temas como confiança e cooperação surgem como mediadores de um processo conjunto que repercute de forma positiva para o destino, seu planejamento, gestão e são apontados como lacunas na literatura sobre o tema da governança. Assim, questiona-se: de que maneira a cooperação e a confiança condicionam e estruturam as redes para o planejamento e a gestão do turismo local? Para responder a essa pergunta, a pesquisa objetivou investigar a confiança e a cooperação nas redes de planejamento e gestão para o desenvolvimento do destino turístico Petrolândia, no sertão de Pernambuco. Assim sendo, a pesquisa apoiada na Teoria de Redes, Análise de Redes Sociais, e teorias sobre planejamento e gestão do turismo: a) discutiu sobre as inter-relações entre planejamento turístico e redes na implementação de políticas públicas, com destaque para a confiança e a cooperação que as medeiam; b) descreveu a atividade turística, seu histórico e suas potencialidades no município de Petrolândia; c) analisou as estruturas das redes formais e informais na gestão do turismo de Petrolândia; e d) compreendeu as relações nas redes identificadas. Caracterizada como uma pesquisa qualitativa, aplicada e descritiva, por meio de métodos mistos trilhou-se um caminho de investigação, com coleta de dados primários e secundários, entrevistas e observação de campo. Além de Análise Documental, Análise de Redes Sociais e Análise de Conteúdo, com abordagem qualitativa e procedimentos metodológicos de natureza quantitativa. Sendo assim, como principais achados, destaca-se que: o município possui diversos potenciais para se trabalhar o turismo, e pode ser caracterizado como um destino turístico com destaque regional; a baixa participação, pouco engajamento, domínio estatal e não inclusão da comunidade no planejamento turístico; a existência de cooperação em uma rede informal, expressa através da troca de informação, materiais, vínculos de amizade e trabalho e com base na confiança interpessoal. Logo, conclui-se que a confiança é um fator importante na mediação das relações do Estado com a Sociedade e que redes informais têm se mostrado mais promissoras, sobre ações cooperativas, do que a redes institucionalizadas no destino. Por fim, as inter-relações entre o planejamento turístico e as redes de implementação de políticas públicas precisam da confiança interpessoal para favorecer a cooperação interinstitucional e troca de informação. Abrindo oportunidades de pesquisas futuras que se atentem ao funcionamento de redes políticas de planejamento e gestão de forma longitudinal e/ou quantitativa.

PALAVRAS-CHAVE

1. Planejamento turístico 2. Redes políticas de turismo 3. Confiança 4. Cooperação

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