TAP.02 – “ISSO NÃO É DE DEUS!”: Experiências sertanejas de LGBTs cristãos na ‘diver-cidade’ de Petrolândia

Sobre o autor

VIANA, Sanches

TAP.02

Sanches Max Jesus Viana, 29 anos de idade, é filho de Mariana Maria de Jesus Viana e José Sancho Viana. Cidadão petrolandense e Psicólogo, graduado pelo Centro Universitário do Rio São Francisco (UNIRIOS- Paulo Afonso-BA). Sanches tem experiências acadêmicas no decorrer de sua formação nas áreas de Saúde mental, Psicologia Escolar e Masculinidades, gênero e sexualidade, com foco em contextos interioranos e sertanejos. Sanches também faz parte do Coletivo Político Petrolândia de Verdade, composto por jovens petrolandenses de diversas áreas dos saberes. 
Com seu trabalho de conclusão de curso, Sanches Max se ocupa de ouvir as histórias de pessoas LGBTQIA+ de Petrolândia que se consideram cristãs, e com isso tem contato com a complexa relação entre fé, identidade e vivência nos espaços das comunidades religiosas em uma cidade sertaneja, e já que os estudos que pesquisam a espiritualidade cristã de pessoas LGBT's são poucos, com este recorte, promove-se um estudo praticamente inédito no Brasil.
Em breve, Sanches pretende, através da Psicologia, lançar projetos de apoio e inclusão às pessoas de Petrolândia que se reconhecem como LGBTQIA+, bem como às famílias desta população.

Sobre o trabalho

Tipo

Monografia (Bacharelado em Psicologia)

AUTOR

VIANA, Sanches Max Jesus

REFERÊNCIA

VIANA, S. M. J. “ISSO NÃO É DE DEUS!”: Experiências sertanejas de LGBTs cristãos na ‘diver-cidade’ de Petrolândia. 2021. 79 f. Monografia (graduação). Centro Universitário do Rio São Francisco, UniRios, Paulo Afonso-BA.

RESUMO

Esta pesquisa teve como pretensão se debruçar sobre as experiências de pessoas LGBTs que participam ou participaram de igrejas cristãs no município de Petrolândia-PE, uma cidade interiorana e sertaneja. Como objetivo principal, procuramos investigar as experiências de pessoas LGBTs cristãs diante dos atravessamentos entre diversidade sexual e de gênero e religiosidade. De maneira específica pretendeu-se: a) Compreender quais sentidos são atribuídos por pessoas LGBTs cristãs em relação à participação religiosa que vivenciam; b) Descrever como acontece a participação de pessoas LGBTs nos espaços de suas comunidades de fé; c) Conhecer os processos de inclusão e/ou exclusão e suas nuances vivenciados por LGBTs nas igrejas que participam; d) Analisar como pessoas LGBTs lidam e compreendem as doutrinas e as normativas orientadas em suas comunidades de fé a respeito de identidade de gênero e sexualidade. No que tange a metodologia, caracteriza-se por uma perspectiva qualitativa, em que o instrumento para produção dos dados foi a entrevista narrativa. Tendo em vista as medidas sanitárias devido a pandemia de coronavírus, as entrevistas, em sua maioria, foram realizadas de forma remota por meio de plataformas de vídeo conferências, no entanto, algumas delas ocorreram de forma presencial seguindo os protocolos protetivos vigentes (uso de máscara, álcool em gel, e distanciamento). Posteriormente os dados obtidos foram submetidos a Análise Hermenêutica Dialética através da ordenação, classificação e categorização dos dados, além da articulação dos mesmos com conceituações teóricas pertinentes. Desta forma, analisou-se como os participantes trouxeram suas experiências por serem LGBTs e professarem a fé cristã, tanto convergindo e confirmando os tensionamentos existentes entre diversidade sexual e de gênero com o Cristianismo, desvelando nuances de inclusão/exclusão que se correlacionam, como também revelando diferentes e múltiplos modos de subjetivação, existir e resistir nesses espaços religiosos. Logo, implicar a Psicologia na discussão de tais temáticas e intersecções, interiorizar a pesquisa e o olhar da ciência se faz necessário e urgente. Deste modo, este estudo se coloca como relevante por provocar uma reflexão sobre uma temática que conversa com vários saberes e experiências, mas que ainda é pouco estudada tanto nacionalmente, quanto com um recorte sertanejo e interiorano do Nordeste brasileiro.

PALAVRAS-CHAVE

1. Experiência 2. LGBT 3. Cristianismo 4. Sertão

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