TAP.01 – Velha Petrolândia: memórias de uma cidade perdida no semiárido pernambucano

Sobre a autora

GOMINHO, Kerollayne

TAP.01

Kerollayne Cavalcante Gominho, nascida em Petrolândia-PE, 26 anos, sua Trisavó foi a primeira professora do município, Maria Cavalcante Nunes. Kerollayne é filha de Amilson e Claudiane, feirantes, neta de Toinha e Mário Gominho, também de Preta e Sancho da feira. Irmã de Amilson Filho, morou na cidade até seus 19 anos, em 2014 foi estudar em Garanhuns-PE, onde se formou em 2018 pela Universidade de Pernambuco, como Bacharela em Psicologia. Realizou Residência Multiprofissional (2019-2021) em Atenção Hospitalar com ênfase em gestão do cuidado no Hospital Regional Dom Moura (HRDM) pela Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE). Tem experiência na área de Psicologia e Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: semiárido, territorialidade, interiorização, participação política, memória coletiva e melancolia. Permanece em Garanhuns e atualmente trabalha como Psicoterapeuta na modalidade presencial e online. Pós-graduanda em Psicologia infantil.

Sobre o trabalho

Tipo

Artigo científico

REFERÊNCIA

GOMINHO, K. C; CARNEIRO, H. F. Velha Petrolândia: memórias de uma cidade perdida no semiárido pernambucano. 2020. 18 p. Artigo científico. Universidade Federal do Paraná, Desenvolvimento e Meio Ambiente (DMA), Sistema Eletrônico de Revistas (SER), Edição especial – Sociedade e ambiente no Semiárido: controvérsias e abordagens, Vol. 55, p. 262-279, dez. 2020. DOI: 10.5380/dma.v55i0.73278. e-ISSN 2176-9109.

RESUMO

Petrolândia é uma cidade localizada no semiárido pernambucano, inundada em 1988, com a instalação da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. Esse artigo discute as memórias coletivas acerca dessa inundação e seus efeitos subjetivos, a partir da análise de dez entrevistas individuais com os moradores da velha Petrolândia e de uma roda de conversa com jovens da Casa das Juventudes que residem na nova cidade. Por meio da análise do discurso, foi possível refletir sobre as referências históricas e imaginárias daqueles que viveram no antigo território e como elas repercutiram na população que não vivenciou a transição territorial. Foi observado que, por mais que se compartilhe o passado, o marco histórico da barragem não é alcançado pelos jovens. O sofrimento dos antigos moradores é oriundo da perda do território e dos monumentos, exigindo um trabalho de luto e adaptação à nova cidade. Institucionalmente, o descaso da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) e da administração pública com a vida afeta até hoje o progresso e o desenvolvimento da cidade. Petrolândia assume perenemente uma dimensão transitória, a serviço da exploração hídrica e dos recursos naturais, inaugurada com a inundação da Velha Petrolândia. O resultado é a impressão sentida e relatada pelos moradores como habitantes de um não-lugar e uma forte identidade cultural pautada em uma posição melan-colizada.

PALAVRAS-CHAVE

1. Semiárido 2. Territorialidade 3. Memória coletiva 4. Melancolia

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