OTA.01 – O reencantamento do mundo: trama histórica e arranjos territoriais Pankararu

Sobre o autor

ARRUTI, José

OTA.01

Professor Dr. do Depto. de Antropologia da UNICAMP, Pesquisador do CEBRAP e bolssta Produtividade em Pesquisa do CNPq, credenciado nos Programas de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e em Ciências Sociais (PPGCS) da UNICAMP. Formado em História pela UFF (1990), fez o mestrado (1996) e doutorado (2002) em Antropologia Social no Museu Nacional-UFRJ, atuou no campo da Antropologia Pública como coordenador de projetos de pesquisa, comunicação e advocacy em entidade da sociedade civil (1997 a 2007) e foi prof. do Depto. de Educação da PUC-Rio (2007 a 2011). Em 2006 publicou o livro "Mocambo - Antropologia e história do processo de formação quilombola" (Prêmio CEAB/F. Ford2003 e Prêmio ANPOCS-EDUSC´2005). Desenvolve pesquisas com comunidades quilombolas e povos indígenas, em especial sobre os temas Políticas de Reconhecimento, Território, Memória e Educação. Coordena o Laboratório de Pesquisa e Extensão com Populações Tradicionais Afroamericanas (LAPA) do CERES - Centro de Estudos Ruais. Na UNICAMP coordenou o Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena (CPEI, 2012-2017), o Curso de Graduação em Ciências Sociais (coord. associado, 2013-2014), o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (2014-2017) e, atualmente, é Chefe do Departamento de Antropologia (2019-). Realizou estágios de pesquisa e pós-doutoramento no CEBRAP (FAPESP, 2003 a 2006), na Getty Foundation, Los Angeles, CA (2015) e na Jackson School of International Studies da University of Washington, Seattle, WA. (BPE-FAPESP, 2018).

(Certificado pelo autor em 31/12/2020 na plataforma Lattes)

Sobre o trabalho

Tipo

Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)

REFERÊNCIA

ARRUTI, J. M. P. A. O reencantamento do mundo: trama histórica e Arranjos territoriais Pankaruru. 1996. 247 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Programa de Pos-Graduação em Antropologia Social, Rio de Janeiro, RJ.

RESUMO

Este trabalho tem por objeto as condições sociais e simbólicas da “invenção cultural” e da “manipulação da identidade” entre grupos indígenas do Nordeste brasileiro, concentrando-se sobre uma dessas situações: o etnônimo Pankararu, localizado no sertão pernambucano do São Francisco, próximo à UHE de Itaparica. A análise desenvolve-se em dois planos, cada um deles correspondendo a dois capítulos. Propomos uma interprestação histórica sobre as emergências étnicas do Nordeste a partir das mudanças ideológicas e contextuais que levaram o órgão indigenista oficial a atuar na região e o novo padrão de indianidade gerado a partir daí, assim como das redes de contatos rituais e, depois, de mediadores políticos e religiosos que permitiram a deflagração das emergências (Cap.1). Apresentamos uma análise da emergência Pankarau e da construção de seu território a partir da série de intervenções e ressignificações entre burocracia e política nativa, que desembocam num “campo político autônomo” (Cap.2). Num segundo plano, propomos um modelo descritivo capaz de sintetizar, sem reduzir, o processo de construção e mutação territorial daqueles campo autônomo de novas relações sociais (Cap.3). Para em seguida investirmos sobre as dinâmicas de desterritorializações e reterritorializações que fogem ao recorte geométrico do território, descrevendo como uma topológica a constante produção da etnicidade (Cap.4).não é alcançado pelos jovens. O sofrimento dos antigos moradores é oriundo da perda do território e dos monumentos, exigindo um trabalho de luto e adaptação à nova cidade. Institucionalmente, o descaso da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) e da administração pública com a vida afeta até hoje o progresso e o desenvolvimento da cidade. Petrolândia assume perenemente uma dimensão transitória, a serviço da exploração hídrica e dos recursos naturais, inaugurada com a inundação da Velha Petrolândia. O resultado é a impressão sentida e relatada pelos moradores como habitantes de um não-lugar e uma forte identidade cultural pautada em uma posição melan-colizada.

PALAVRAS-CHAVE

1. Índios da América do Sul 2. Brasil Nordeste 3. Vida e costumes sociais.

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