Aggeu de Godoy Magalhães, filho de Petrolândia.

Aggeu Magalhães que dá nome ao Instituto FioCruz de Pernambuco é de Petrolândia.

 As nove e meia da noite do dia Sete de Dezembro de 1898, na rua Buarque de Macedo em Jatobá, primeiro distrito de Tacaratu (antigo nome de Petrolândia), nascia um novo filho do juiz Sérgio Nunes de Magalhães e de sua esposa Antônia de Godoy Magalhães, o menino se chamou Ageu. Seus pais eram de famílias de grande tradição em Serra Talhada e em toda região do Pajeú, agora deslocados de sua cidade natal devido o emprego de Dr. Sérgio, que havia sido transferido para a comarca de Tacaratu a pouco tempo. Trouxera consigo o amigo Antônio Benigno de Souza Ferraz tabelião do registro civil vindo da cidade de Triunfo.

   Ageu, não muito ficou tempo em Jatobá, ainda garoto mudara-se junto a família para o Recife. Lá na capital pernambucana foi estudante do famoso e célebre Ginásio Pernambucano, onde desde garoto demonstrava profundo interesse pelos estudos, chegou a conciliar seus estudos com sua atuação como ajudante no serviço de Profilaxia Rural de Pernambuco, onde o jovem Ageu teve contato com o laboratório Otávio de Freitas onde realizou suas experiências e observações que futuramente lhe dariam grande credibilidade como pesquisador. Aluno dedicado, foi estudante da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formou-se no ano de 1920.

   Voltou ao Recife e recebeu a incumbência, dada pelo amigo Belizário Pena diretor do Departamento Nacional de Saúde, de tornar-se sanitarista e auxiliar no estudo e erradicação de diversas enfermidades e verminoses até então bastante presentes na vida do povo recifense. Foi responsável por intensas campanhas de higiene e saúde, além da abertura de diversos postos de saúde por todo o estado de Pernambuco.

  Foi nomeado como professor titular da cadeira de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina do Recife em 1922, por transferência do professor Armando Gaioso. Em 1923 conseguiu marcar a disciplina a qual lecionava com seu estilo quando defendeu a tese “A granulação azurófila do sangue normal e a granulação azurófila no sangue patológico”,por isso recebeu convites para realizar estágios nos Estados Unidos e Canadá onde passou um período de seis meses em ambos, sua monografia que teve por título “O Rim na Febre Amarela” tratava de lesões causadas a células renais em decorrência da enfermidade, tamanha popularidade que os cientistas norte-americanos que receberam o nome de Magalhães bodies, em tradução literal algo semelhante a “Corpos Magalhães”.

  Com a fundação do Serviço de Verificação de Óbitos do estado de Pernambuco em 1933, passou a ser o diretor do serviço no estado, lá eram feitas necropsias em pessoas que tinham óbitos não esclarecidos e sem assistência médica, devido todos esses exames foi possível identificar a presença de doenças até então não registradas na região como esquistossomose mansônica. Com isso o SVO ganhou grande relevância intelectual para medicina do estado, e com isso foi reconhecido como importante centro de pesquisa. Devido seus grandes feitos a frente do SVO foi nomeado em 1937 diretor da Faculdade de Medicina do Recife.

  Como diretor da Faculdade de Medicina, dedicou grande apoio a Casa do Estudante, a Sociedade Acadêmica de Medicina, e a construção de um novo prédio para a cadeira de Anatomia Patológica e o Serviço de Verificação de Óbitos. Em 1946 após uma breve passagem pela presidência do Instituto de Assistência Hospitalar, sugeriu a criação de uma secretaria estadual de Saúde e Educação, o qual assumiu o posto de secretário além de instalar um serviço de urgência no Hospital de Olinda também implantou o primeiro banco de sangue do Serviço de Pronto Socorro do estado, além de fundar a Faculdade Estadual de Filosofia, inaugurou um escola normal rural no interior do estado e realizou um reforma técnica no ensino primário, na área de educação.

  Após sua passagem pela Secretaria Estadual de Saúde e Educação voltou a ministrar aulas na Faculdade de Medicina, em 1948 recebeu a notícia da construção de um centro de estudos em endemias rurais e parasitárias, que seria construído pela Divisão de Organização Sanitária do Departamento Nacional de Saúde, Ageu não conseguiu ver a obra concluída. Faleceu em 31 de Julho de 1949, foi homenageado dando nome a instituição que passou a chamar-se Instituto Aggeu Magalhães, hoje Fiocruz de Pernambuco.

Referências:

Texto adaptado por: Enzo Viana Batista

Pesquisa: Maria Silvia Barboza da Silva

NEGOCIAÇÕES E RESISTÊNCIAS PERSISTENTES: agricultores e a barragem de Itaparica num contexto de descaso planejado.

https://drive.google.com/file/d/12DZL-eP7NVSrcGraVsI8iKsfoEPQ2YSp/view?usp=sharing

DISPUTA DE TERRAS ENTRE ÍNDIOS E POSSEIROS NAS TERRAS DE JATOBÁ

Trata da disputa de terras entre os índios do Brejo dos Padres e o povo residente do Bemquerer, Caxiado, Caixão, Brejinho do Correia e Brejinho de Fora . 

A REPARAÇÃO DE UMA GRANDE INJUSTIÇA  Artigo escrito por *Hildebrando Menezes , publicado no Jornal do Comercio de 14.03.1951.

* Jornalista, escritor, foi Prefeito de Petrolândia (quando ainda se chamava  Itaparica),   Deputado Estadual, Proprietário do Jornal Correio do Sertão e Editor Chefe do Jornal Correio da Pedra. É autor do livro “Delmiro Gouveia, Vida e morte” e outros.