Petro Racha

INFORMATIVO QUINZENAL PRODUZIDO POR FUNCIONÁRIOS DO BB AG. PETROLÂNDIA NOS ANOS 80.

Jornal quinzenal produzido por funcionários do Banco do Brasil nos anos 80, início da construção da Nova Cidade de Petrolândia.

PETRO RACHA pag 2 05.01.88
PETRO RACHA 05.01.88 edição 7
PETRO RACHA edição 6 DE 15.12.87
PETRO RACHA 15.12.87 pag 2
PETRO RACHA EDIÇÃO 7 SEM DATA.
PETRO RACHA pag 2

Barragem de Itaparica: a luta

A TV VIVA apresenta uma serie de vídeos sobre a luta do povo, capitaneada pelo POLO SINDICAL DO MEDIO SAO FRANCISCO, durante a construção da barragem de Itaparica, em Petrolândia (PE)

Aggeu de Godoy Magalhães: filho de Petrolândia

Aggeu Magalhães, filho de Petrolândia, dá nome ao Instituto FioCruz de Pernambuco.

 As nove e meia da noite do dia Sete de Dezembro de 1898, na rua Buarque de Macedo em Jatobá, primeiro distrito de Tacaratu (antigo nome de Petrolândia), nascia um novo filho do juiz Sérgio Nunes de Magalhães e de sua esposa Antônia de Godoy Magalhães, o menino se chamou Ageu. Seus pais eram de famílias de grande tradição em Serra Talhada e em toda região do Pajeú, agora deslocados de sua cidade natal devido o emprego de Dr. Sérgio, que havia sido transferido para a comarca de Tacaratu a pouco tempo. Trouxera consigo o amigo Antônio Benigno de Souza Ferraz tabelião do registro civil vindo da cidade de Triunfo.

   Ageu, não muito ficou tempo em Jatobá, ainda garoto mudara-se junto a família para o Recife. Lá na capital pernambucana foi estudante do famoso e célebre Ginásio Pernambucano, onde desde garoto demonstrava profundo interesse pelos estudos, chegou a conciliar seus estudos com sua atuação como ajudante no serviço de Profilaxia Rural de Pernambuco, onde o jovem Ageu teve contato com o laboratório Otávio de Freitas onde realizou suas experiências e observações que futuramente lhe dariam grande credibilidade como pesquisador. Aluno dedicado, foi estudante da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formou-se no ano de 1920.

   Voltou ao Recife e recebeu a incumbência, dada pelo amigo Belizário Pena diretor do Departamento Nacional de Saúde, de tornar-se sanitarista e auxiliar no estudo e erradicação de diversas enfermidades e verminoses até então bastante presentes na vida do povo recifense. Foi responsável por intensas campanhas de higiene e saúde, além da abertura de diversos postos de saúde por todo o estado de Pernambuco.

  Foi nomeado como professor titular da cadeira de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina do Recife em 1922, por transferência do professor Armando Gaioso. Em 1923 conseguiu marcar a disciplina a qual lecionava com seu estilo quando defendeu a tese “A granulação azurófila do sangue normal e a granulação azurófila no sangue patológico”,por isso recebeu convites para realizar estágios nos Estados Unidos e Canadá onde passou um período de seis meses em ambos, sua monografia que teve por título “O Rim na Febre Amarela” tratava de lesões causadas a células renais em decorrência da enfermidade, tamanha popularidade que os cientistas norte-americanos que receberam o nome de Magalhães bodies, em tradução literal algo semelhante a “Corpos Magalhães”.

  Com a fundação do Serviço de Verificação de Óbitos do estado de Pernambuco em 1933, passou a ser o diretor do serviço no estado, lá eram feitas necropsias em pessoas que tinham óbitos não esclarecidos e sem assistência médica, devido todos esses exames foi possível identificar a presença de doenças até então não registradas na região como esquistossomose mansônica. Com isso o SVO ganhou grande relevância intelectual para medicina do estado, e com isso foi reconhecido como importante centro de pesquisa. Devido seus grandes feitos a frente do SVO foi nomeado em 1937 diretor da Faculdade de Medicina do Recife.

  Como diretor da Faculdade de Medicina, dedicou grande apoio a Casa do Estudante, a Sociedade Acadêmica de Medicina, e a construção de um novo prédio para a cadeira de Anatomia Patológica e o Serviço de Verificação de Óbitos. Em 1946 após uma breve passagem pela presidência do Instituto de Assistência Hospitalar, sugeriu a criação de uma secretaria estadual de Saúde e Educação, o qual assumiu o posto de secretário além de instalar um serviço de urgência no Hospital de Olinda também implantou o primeiro banco de sangue do Serviço de Pronto Socorro do estado, além de fundar a Faculdade Estadual de Filosofia, inaugurou um escola normal rural no interior do estado e realizou um reforma técnica no ensino primário, na área de educação.

  Após sua passagem pela Secretaria Estadual de Saúde e Educação voltou a ministrar aulas na Faculdade de Medicina, em 1948 recebeu a notícia da construção de um centro de estudos em endemias rurais e parasitárias, que seria construído pela Divisão de Organização Sanitária do Departamento Nacional de Saúde, Ageu não conseguiu ver a obra concluída. Faleceu em 31 de Julho de 1949, foi homenageado dando nome a instituição que passou a chamar-se Instituto Aggeu Magalhães, hoje Fiocruz de Pernambuco.

Referências:

Texto adaptado por: Enzo Viana Batista

Pesquisa: Maria Silvia Barboza da Silva

Negociações e resistências persistentes: agricultores e a barragem de Itaparica num contexto de descaso planejado

https://drive.google.com/file/d/12DZL-eP7NVSrcGraVsI8iKsfoEPQ2YSp/view?usp=sharing

Breve História de Petrolândia

Bandeira de Petrolândia

Durante o primeiro mandato do Prefeito José Dantas de Lima (1977- 1982), o colégio Municipal São Francisco , que ministrava o curso de contabilidade, sob a direção de Maria do Socorro Nunes de Souza ( Maria de Santo) organizou um concurso aberto a todos os alunos da rede municipal, inclusive os do Núcleo Colonial de Barreiras, com o objetivo de elaborar um escudo representativo , visando a criação da Bandeira do Município.

Contando com o apoio da Prefeitura, que se comprometeu a premiar o vencedor, o projeto tinha como critério a obrigatoriedade de fazer constar no seu desenho características específicas do nordeste e do município e trazer em destaque o rio São Francisco, tão importante para a região.

Alunos de todas as idades se inscreveram. Sob a orientação da professora Maria Leonor Lima e Sá os desenhos foram elaborados, na escola, todos ao mesmo tempo, e em seguida apresentados a uma banca examinadora formada por professores do Colégio.

Ao final, apresentando a mesma paisagem em dois formatos ,Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é projeto-2.jpgEsta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é projeto-1.jpg

o aluno do curso de contabilidade , ARNALDO JOSÉ DE SOUZA,                            , hoje respeitado contador, venceu o concurso.

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Como prêmio ganhou a dispensa de pagamento de uma anuidade do curso técnico em Contabilidade, que frequentava no Colégio São Francisco.

Passando a ser utilizado como brasão presente na bandeira e documentos oficiais, o projeto vencedor foi reelaborado a fim de se adequar à legislação em vigor. Ganhou as cores da bandeira Nacional; o sol e o mandacaru, respectivamente símbolo do clima causticante do sertão e da flora nordestina foram mantidos; e o rio São Francisco foi complementado por seus afluentes Moxotó e Mandantes, marcos fronteiriços do município na época.Ao topo do escudo, o leão, símbolo da bravura do povo pernambucano, a representar a proteção do Estado.

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Trazendo as cores azul e branco da bandeira de Pernambuco , a primeira bandeira confeccionado para o município teve o brasão pintado à mão pela jovem petrolandense, Leone Cruz.

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Apesar de ter passado logo a ser utilizado, somente em 17.08 2016 a obrigatoriedade do uso do brasão é oficializado, após a provação pela Câmara do projeto de Lei 145/2016, apresentado pelo então vereador Carlos Alberto Araújo Correia.

Pesquisa: Paula Rubens

Boletim do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolândia n. 03 (Janeiro 1980)

BOLETIM SINDICATOBOLETIM JANEIRO DE 1980 Trata da 2ª grande concentração de trabalhadores rurais realizada em Petrolândia, no dia 08.01.1980, em exigência ao cumprimento das reivindicações encaminhadas à CHESF pelos atingidos pela barragem de Itaparica.

Relatório concernente à exploração do Rio São Francisco

RELATÓRIO HALFELD – 1860  

Estudo encomendado por D. Pedro II , com a finalidade de conhecer as condições de navegabilidade do rio desde a cachoeira de Pirapora até o oceano Atlântico.

Livro lançado em 2009

LIVRO JADILSON