“No dia em que vi o riacho Correr ao Contrário” – Vídeo de Rogério Viana no Museu da Pessoa

O vídeo traz emocionante relato de Rogério sobre sua infância no Povoado de Barreiras nos anos 70-80, e sobre o que viu e sentiu no momento em que as águas da barragem de Itaparica invadiram a propriedade de sua família.

Viana é agricultor, piscicultor e professor no Munícipio de Petrolândia. Seu vídeo foi premiado no Concurso “Petrolândia e a Nossa História” , lançado em celebração ao 112 º aniversário da cidade e 7º ano de atividade do IGH, no presente mês, e passa a compor a Coleção “Memórias de Petrolândia” no Museu da Pessoa.

Confira em : https://acervo.museudapessoa.org/pt/conteudo/historia/no-dia-em-que-vi-o-riacho-correndo-ao-contrario-196601/colecao/127314/

VÍDEOS PREMIADOS CONCURSO PETROLANDIA NOSSA HISTÓRIA

Memória de fatos e emoções vividas no período da enchente, e da mudança para a nova cidade de Petrolândia ,por ocasião do enchimento do lago de Itaparica, em função da barragem, são elementos constantes nos dois vídeos premiados.

Memórias recheadas de muita emoção estão contemplados nos vídeos participantes no Concurso PETROLÂNDIA NOSSA HISTÓRIA.

Assim como nos textos premiados, eles trazem acontecimentos particulares que se entrelaçam com o passado histórico da cidade e das pessoas. De conteúdos tão importes e significativos , produzidos em estilos diferentes (verso e prosa) ,foi impossível premiar apenas um.

Assim resolvemos contemplar os videos : O DIA EM QUE VI O RICHO CORRER AO CONTRÁRIO, autoria de Rogério Viana e POEMA PESQUISAS , de Karollayne Gominho.

Dada a contribuição para o registro de nossa história recente, ambos os vídeos estarão disponíveis no Canal do YouTube do IGH.

Nossa gratidão aos participantes!

Texto Premiado – Concurso Petrolândia e a Nossa História

A HISTÓRIA QUE ME CONTARAM traz interessante caso relacionado ao futebol. Fala do preconceito e modo de vida da sociedade petrolandense dos anos 40.

Sobre o concurso

No ensejo de celebrar o 112º aniversário da cidade e os 07 anos de atividades do IGH, durante o mês de junho deste ano promovemos o Concurso ” PETROLÂNDIA E A NOSSA HISTÓRIA” cujo o resultado hoje temos o prazer de divulgar.

Essa ação teve como objetivo principal estimular o registro das memórias do povo de Petrolândia na sua relação com a cidade, cientes de que o registro dessas memórias se faz urgente e necessário.

E assim se faz, não apenas no sentido de preservação , mas, principalmente, no intuito de fortalecer os laços identitários e ajudar a curar as feridas de um povo que , por força da construção da Barragem, sente ainda os efeitos do êxodo forçado.

Agradecimento

Queremos agradecer a todos os que se empenharam em registrar suas memórias, fragmentos de suas histórias particulares que nos ajudam a ir montando a grande corpo de nossa história social.

De comum acordo com os participantes, todos os texto passarão a fazer parte do acervo do IGH na Coleção de Memórias de Petrolândia, do MUSEU DA PESSOA e em breve estarão acessíveis ao público.

O escolhido

O texto premiado, A HISTÓRIA QUE ME CONTARAM, foi escrito por Dimas Rodrigues, nascido em Petrolândia, cujo o pai, Antonio Timbé, dedicou a vida a preparar jovens talentos para o futebol. É sobre esse universo eivado de preconceitos que Dimas faz o seu relato e nos surpreende com desfecho desta história.

Degustem à vontade!

A história que me contaram

Petrolândia, final da década de 40. Uma sociedade local sem clube e sem sócios, preconceituosa, reacionária e pobre. Porém, a cada seis meses organizava um baile para se reunir e apresentar os filhos e novos parentes a sociedade. E, claro, confirmar entre si, e suas famílias, que só eles eram dignos de compor aquele grupo.

A família mais culta de Petrolândia era disparada a família Menezes, eles não se envolviam abertamente em disputas. Eram meio neutros e se mantinham a parte dos problemas locais. Evitavam conflitos, tipo assim: quando convidados para um velório não iam. Quando iam, nem choravam e nem sorriam. Desculpem -me , mas a rima me persegue.

Naquele ano o baile fora organizado no salão de espera da estação da rede ferroviária Federal (GREAT WESTERN). Um cidadão recém chegado em Petrolândia, entendeu que o baile era para todos. Então, se embonecou e foi à festa. Não sem antes passar na residência de um sapateiro ,também recém chegado na cidade, que apesar do pouco tempo já era conhecido pelo requinte em dar nó em gravata.

O baile corria dentro da normalidade, até que o desconhecido adentrou ao evento. Estatura média, loiro, trajava um terno de linho branco, sapatos bicolor, camisa azul clara e gravata listrada com um cheio e bem feito nó Windsor. Em pouco mais de dez minutos o cavalheiro em questão estava cercado por senhoras carolas, senhores arrogantes, rapazes ciumentos e donzelas ofegantes.

O barulho era geral, a bandinha tocava um fox e os casais dançavam um baião, mas quem se aproximou ouviu a conversa: ” Que ousadia! Um estranho pé rapado, um mecânico sujo de graxa e óleo ousar macular um grupo sagrado como o nosso? Falta de respeito com a alta Sociedade de Petrolândia!”. Então , cercaram o cidadão como se fosse um bandido e o convenceram, quer dizer, convidaram quase que coercitivamente a se retirar.

Depois disso, sobrou o arroubo dos senhores, a fofoca das senhoras, o alívio dos rapazes e a tristeza das moçoilas. Para o bem de todos, isso é , menos das donzelas, o homem foi embora. O baile foi reiniciado e a vida continuou, continuou e continuou…

Por fim, esse homem hoje empresta o seu nome e alcunha ao maior monumento da cidade. Ou seja, o estádio municipal de futebol de Petrolândia, ,palco de futebol local: ESTÁDIO MANUEL ANÍZIO DA MOTA , O GALEGÃO.

OBS: The Great Western of Brasil Railway Company Limited foi uma empresa Ferroviária inglesa que construiu e explorou ferrovias no nordeste do Brasil . Em Petrolândia, e talvez em parte do nordeste, usava-se uma corruptela e todo mundo a conhecia como GRETUESTA.

Dimas Rodrigues.
Petrolândia, 30.06.2021.

PETROLÂNDIA, A CAPITAL QUE FOI SEM NUNCA TER SIDO

A formação de um país unificado  e integrado ao comércio internacional,    a comunicação entre as províncias  e destas para os portos e vice e versa , além da ocupação dos espaços demográficos vazios, se fazia cada dia mais necessário no Brasil Império .

Associadas às ferrovias, as  bacias hidrográficas abundantes no Brasil, a baixo custo, serviam muito bem a este propósito, segundo experiências desenvolvidas em outros  países. Assim, a fim de analisar a viabilidade desta malha de integração, o império  formou um corpo de especialistas estrangeiros de alto conhecimento, com o objetivo de gerar  subsídios às  decisões do governo imperial.

Em virtude desses conhecimentos, muitos estudiosos elaboram planos de integração e muitos projetos foram apresentados no decorrer do império. Dentre eles o do engenheiro militar, sócio-correspondente do poderoso Clube de Engenharia do Rio de Janeiro,  Eduardo José de Moraes, que sob o título  “Navegação Interior do Brasil”, publica,  em 1869,  o que viria ser conhecido como o PLANO MORAES.

O plano, essencialmente hidroviário, visava a integração do país, envolvendo todas as províncias através de  uma ampla rede de navegação fluvial e estradas.  As estradas de ferro seriam alternativas  para transpor a Serra do Mar e a Cachoeira de Paulo Afonso ou para  ligar  Rio de Janeiro, Salvador e Recife, principais centros influentes da época,   à bacia do Rio São Francisco.

Entusiasmado com a idéia de desenvolvimento no interior do Brasil, Moraes sugere também a criação de uma Província, com sua capital nas margens do São Francisco. Ou seja, o equivalente hoje, provavelmente, a um Estado formado pelos municípios da Região Vale do São Francisco, tendo como capital uma das cidades ribeirinhas.  E justificava:

“A criação desta província seria conveniente, porque, realizadas que fossem as obras do canal, ela se acharia consolidada, e a sua capital apta a desempenhar o importante papel a que era destinada, como o empório de todo o comércio do vale de S. Francisco”.

Por sua experiência, em 1880, Moraes é nomeado  Engenheiro Chefe  encarregado da construção da estrada de ferro  que parte  do porto de Piranhas (AL) à margem do rio São Francisco até Jatobá(PE). Esta estrada é denominada de Estrada de Ferro Paulo Afonso e foi construída pelo governo geral com o objetivo de contornar a cachoeira de Paulo Afonso e Itaparica, parte  intransponível  do rio entre o alto e baixo São Francisco.

A estrada de Ferro Paulo Afonso era parte de um projeto  que previa a desobstrução do rio para torná-lo navegável  desde  Pirapora até a foz.

Iniciadas as obras da estrada de ferro houve uma corrida para compra de terrenos em Jatobá.  Preocupado com a forma desordenada como a cidade cresceria, Eduardo de Moraes encaminha um projeto urbanístico elaborado por sua conta   para o Ministério da Agricultura, ao qual  as obras da ferrovia estavam subordinadas.

Na apresentação do projeto escreve: 

“(…) que magníficas são as condições de situação de Jatobá, para poder tornar-se num futuro não remoto, uma opulenta cidade, por ser a chave da navegação e interposto obrigado de todo o comércio do grande vale do rio São Francisco, visto não possuir Piranhas as mesmas condições topográficas para se desenvolver e disputar-lhe a primazia”. ( Moraes, 1883) 

Assim, em 1883, o engenheiro propõe uma cidade exageradamente grande para os padrões  da região, coincidentemente dentro do padrão exigido pela Constituição de 1891, para a nova capital do País, sugerido pelo Visconde de Porto seguro:  “ As ruas principais devem ser bem largas, ficando as duas linhas de casas na distância de 40 passos” (…)  “marcar paragem para o gasômetro que terá de servir à iluminação e ter área mínima de 14.400.000m².

A Jatobá de Eduardo de Moraes, foi projetada para uma área de área  de 14.408,600m², formada por um grande retângulo limitado por avenidas e boulevars externos de 100m de largura,  que delimitavam o centro e o subúrbio ( a separar nobre e plebeus?), contendo 12 quadras. Ao centro, ruas de 50 m de largura com canteiros arborizados   destinada ao assentamento de carris de ferro, colocação de galerias de esgotos, encanamentos de água e gás, sem que seja necessário atrapalhar a passagem de pessoas e veículos, quando obras de construção ou manutenção fossem necessárias.

Ora, se o Plano Moraes defendia a interligação das bacias hidrográficas brasileiras, ali estava o início do principal  ramal da  rede hidroviária sonhada. Se o plano sugeria a criação da Província do São Francisco, ali bem poderia ser o começo.   Uma província precisa de uma capital. Assim sendo, por que não planejá-la de modo a evitar os problemas das demais? Não sendo assim, que motivos teriam levado Eduardo Moraes a planejar uma cidade, no Sertão Nordestino, tendo como referência a cidade do Rio de Janeiro, então Capital do Brasil?

Apenas dois anos depois de  inaugurada a Estação de Jatobá, mesmo sem a desobstrução do rio,  o comércio entre o alto ( de Pirapora a Sobradinho) e baixo São Francisco ( de Sobradinho à foz)  desenvolveu-se graças ao uso de barcos à vela.   Transportados de Piranhas por trem para o porto de Jatobá, em tempos de cheia do rio  elas conseguiam  circular com razoável segurança, visto serem  mais adequados para enfrentar as corredeiras. Era uma alternativa até as obras serem iniciadas.

No entanto, sob influência de políticos baianos, as obras que deveriam ter sido iniciadas a partir de Jatobá,   começam ao contrário, por Juazeiro. 

A imprensa da época denunciava o interesse da Bahia, interessada no prolongamento da estrada de ferro Salvador-Juazeiro,  de atrapalhar o projeto.  Sem desobstrução  as mercadorias seguiam de trem pela Bahia  e depois por terra até  o ponto onde já havia os trabalhos de desobstrução.

A falta  de conclusão das obras do rio, de fato,  acabaram prejudicando os resultados financeiros da estrada de ferro Paulo Afonso e o desenvolvimento do sertão pernambucano. O certo é que a disputa pelo prolongamento das estradas de Ferro da Bahia e de Recife  ao São Francisco , tiram o foco e os recursos das obras de desobstrução do rio.

É inegável como o comércio da região de Jatobá desenvolveu-se a partir da estrada ferro,  mas   a falta de melhoramentos do rio inviabilizou a hidrovia . E assim,   o  corredor comercial  de Minas ao mar   que abriria as portas do sertão  para o mundo, de fato não se concretizou.

 Portanto,    a cidade opulenta , quiçá  capital da Província do São Francisco, idealizada pelo engenheiro Eduardo José de Moraes, ficou apenas no papel e no sonho. 

Pesquisa: Paula Rubens

BIBLIOGRAFIA

Jornal O TRABALHO , em sua edição 666, de 23.10.1896,

MOARES, Eduardo de – NAVEGAÇÃO INTERIOR DO BRASIL – Rapido esboço da futura rede geral de suas vias navegáveis, Rio de Janeiro : Typ. Montenegro, 1894. https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/185610  /http://expagcrj.rio.rj.gov.br/eduardo-jose-de-moraes/ em  19.03.2020

Varnhage’n, Francisco Adolpho de ( Visconde de Porto Seguro) – A QUESTÃO DA CAPITAL: MARÍRIMA OU INTERIOR? – Viena-Austria – Edição do autor.-1877.

                        – MEMORIAL ORGÂNICO : (uma proposta para o Brasil em meados do século XIX) ; com ensaios introdutórios de Arno Wehling. – Brasília : FUNAG, 2016. http://funag.gov.br/biblioteca/download/1170-MEMORIAL-ORGANICO_FINAL.pdf

Barragem de Itaparica: a luta

A TV VIVA apresenta uma serie de vídeos sobre a luta do povo, capitaneada pelo POLO SINDICAL DO MEDIO SAO FRANCISCO, durante a construção da barragem de Itaparica, em Petrolândia (PE)

Aggeu de Godoy Magalhães: filho de Petrolândia

Aggeu Magalhães, filho de Petrolândia, dá nome ao Instituto FioCruz de Pernambuco.

 As nove e meia da noite do dia Sete de Dezembro de 1898, na rua Buarque de Macedo em Jatobá, primeiro distrito de Tacaratu (antigo nome de Petrolândia), nascia um novo filho do juiz Sérgio Nunes de Magalhães e de sua esposa Antônia de Godoy Magalhães, o menino se chamou Ageu. Seus pais eram de famílias de grande tradição em Serra Talhada e em toda região do Pajeú, agora deslocados de sua cidade natal devido o emprego de Dr. Sérgio, que havia sido transferido para a comarca de Tacaratu a pouco tempo. Trouxera consigo o amigo Antônio Benigno de Souza Ferraz tabelião do registro civil vindo da cidade de Triunfo.

   Ageu, não muito ficou tempo em Jatobá, ainda garoto mudara-se junto a família para o Recife. Lá na capital pernambucana foi estudante do famoso e célebre Ginásio Pernambucano, onde desde garoto demonstrava profundo interesse pelos estudos, chegou a conciliar seus estudos com sua atuação como ajudante no serviço de Profilaxia Rural de Pernambuco, onde o jovem Ageu teve contato com o laboratório Otávio de Freitas onde realizou suas experiências e observações que futuramente lhe dariam grande credibilidade como pesquisador. Aluno dedicado, foi estudante da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formou-se no ano de 1920.

   Voltou ao Recife e recebeu a incumbência, dada pelo amigo Belizário Pena diretor do Departamento Nacional de Saúde, de tornar-se sanitarista e auxiliar no estudo e erradicação de diversas enfermidades e verminoses até então bastante presentes na vida do povo recifense. Foi responsável por intensas campanhas de higiene e saúde, além da abertura de diversos postos de saúde por todo o estado de Pernambuco.

  Foi nomeado como professor titular da cadeira de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina do Recife em 1922, por transferência do professor Armando Gaioso. Em 1923 conseguiu marcar a disciplina a qual lecionava com seu estilo quando defendeu a tese “A granulação azurófila do sangue normal e a granulação azurófila no sangue patológico”,por isso recebeu convites para realizar estágios nos Estados Unidos e Canadá onde passou um período de seis meses em ambos, sua monografia que teve por título “O Rim na Febre Amarela” tratava de lesões causadas a células renais em decorrência da enfermidade, tamanha popularidade que os cientistas norte-americanos que receberam o nome de Magalhães bodies, em tradução literal algo semelhante a “Corpos Magalhães”.

  Com a fundação do Serviço de Verificação de Óbitos do estado de Pernambuco em 1933, passou a ser o diretor do serviço no estado, lá eram feitas necropsias em pessoas que tinham óbitos não esclarecidos e sem assistência médica, devido todos esses exames foi possível identificar a presença de doenças até então não registradas na região como esquistossomose mansônica. Com isso o SVO ganhou grande relevância intelectual para medicina do estado, e com isso foi reconhecido como importante centro de pesquisa. Devido seus grandes feitos a frente do SVO foi nomeado em 1937 diretor da Faculdade de Medicina do Recife.

  Como diretor da Faculdade de Medicina, dedicou grande apoio a Casa do Estudante, a Sociedade Acadêmica de Medicina, e a construção de um novo prédio para a cadeira de Anatomia Patológica e o Serviço de Verificação de Óbitos. Em 1946 após uma breve passagem pela presidência do Instituto de Assistência Hospitalar, sugeriu a criação de uma secretaria estadual de Saúde e Educação, o qual assumiu o posto de secretário além de instalar um serviço de urgência no Hospital de Olinda também implantou o primeiro banco de sangue do Serviço de Pronto Socorro do estado, além de fundar a Faculdade Estadual de Filosofia, inaugurou um escola normal rural no interior do estado e realizou um reforma técnica no ensino primário, na área de educação.

  Após sua passagem pela Secretaria Estadual de Saúde e Educação voltou a ministrar aulas na Faculdade de Medicina, em 1948 recebeu a notícia da construção de um centro de estudos em endemias rurais e parasitárias, que seria construído pela Divisão de Organização Sanitária do Departamento Nacional de Saúde, Ageu não conseguiu ver a obra concluída. Faleceu em 31 de Julho de 1949, foi homenageado dando nome a instituição que passou a chamar-se Instituto Aggeu Magalhães, hoje Fiocruz de Pernambuco.

Referências:

Texto adaptado por: Enzo Viana Batista

Pesquisa: Maria Silvia Barboza da Silva

Negociações e resistências persistentes: agricultores e a barragem de Itaparica num contexto de descaso planejado

https://drive.google.com/file/d/12DZL-eP7NVSrcGraVsI8iKsfoEPQ2YSp/view?usp=sharing

Breve História de Petrolândia

Bandeira de Petrolândia

Durante o primeiro mandato do Prefeito José Dantas de Lima (1977- 1982), o colégio Municipal São Francisco , que ministrava o curso de contabilidade, sob a direção de Maria do Socorro Nunes de Souza ( Maria de Santo) organizou um concurso aberto a todos os alunos da rede municipal, inclusive os do Núcleo Colonial de Barreiras, com o objetivo de elaborar um escudo representativo , visando a criação da Bandeira do Município.

Contando com o apoio da Prefeitura, que se comprometeu a premiar o vencedor, o projeto tinha como critério a obrigatoriedade de fazer constar no seu desenho características específicas do nordeste e do município e trazer em destaque o rio São Francisco, tão importante para a região.

Alunos de todas as idades se inscreveram. Sob a orientação da professora Maria Leonor Lima e Sá os desenhos foram elaborados, na escola, todos ao mesmo tempo, e em seguida apresentados a uma banca examinadora formada por professores do Colégio.

Ao final, apresentando a mesma paisagem em dois formatos ,Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é projeto-2.jpgEsta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é projeto-1.jpg

o aluno do curso de contabilidade , ARNALDO JOSÉ DE SOUZA,                            , hoje respeitado contador, venceu o concurso.

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Como prêmio ganhou a dispensa de pagamento de uma anuidade do curso técnico em Contabilidade, que frequentava no Colégio São Francisco.

Passando a ser utilizado como brasão presente na bandeira e documentos oficiais, o projeto vencedor foi reelaborado a fim de se adequar à legislação em vigor. Ganhou as cores da bandeira Nacional; o sol e o mandacaru, respectivamente símbolo do clima causticante do sertão e da flora nordestina foram mantidos; e o rio São Francisco foi complementado por seus afluentes Moxotó e Mandantes, marcos fronteiriços do município na época.Ao topo do escudo, o leão, símbolo da bravura do povo pernambucano, a representar a proteção do Estado.

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Trazendo as cores azul e branco da bandeira de Pernambuco , a primeira bandeira confeccionado para o município teve o brasão pintado à mão pela jovem petrolandense, Leone Cruz.

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Apesar de ter passado logo a ser utilizado, somente em 17.08 2016 a obrigatoriedade do uso do brasão é oficializado, após a provação pela Câmara do projeto de Lei 145/2016, apresentado pelo então vereador Carlos Alberto Araújo Correia.

Pesquisa: Paula Rubens

Boletim do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolândia n. 03 (Janeiro 1980)

BOLETIM SINDICATOBOLETIM JANEIRO DE 1980 Trata da 2ª grande concentração de trabalhadores rurais realizada em Petrolândia, no dia 08.01.1980, em exigência ao cumprimento das reivindicações encaminhadas à CHESF pelos atingidos pela barragem de Itaparica.